A presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecção, Bordados e Preparação e Acabamento de Roupas de Cianorte e Região (SindCost), Elizabete Mattos, participa da 18ª edição do Fórum Sindical Sul (FSS-2026), realizado entre os dias 27 e 29 de maio, em Itapema (SC). O evento reúne centenas de dirigentes sindicais dos estados do Sul do país para debater os desafios e os caminhos da inovação sindical diante das transformações do mundo do trabalho.
Representando as entidades sindicais paranaenses, Elizabete destacou a importância histórica do encontro e chamou a atenção para o cenário mundial de profundas mudanças econômicas, políticas e sociais, que impactam diretamente a vida da classe trabalhadora.
“Estamos no 18º Fórum e, para nós do Paraná, consideramos este um dos mais importantes fóruns pelo momento que estamos vivendo. Hoje o mundo vive sob o comando americano e se redesenha um novo mando mundial. Com essas modificações surgem muitos conflitos. Não é à toa que vivemos o maior índice de guerras, de refugiados e de pessoas cada vez mais conectadas, mas também isoladas”, afirmou.
Segundo ela, todas essas transformações globais atingem especialmente quem vive do trabalho e reforçam a necessidade de fortalecimento da organização sindical.
“Essas forças mexem com a vida de todos, especialmente de quem trabalha. Nós representamos a força do trabalho, a força daquele que move o mundo e a economia. Precisamos pensar em que contexto queremos estar inseridos nesta nova configuração que está ocorrendo”, ressaltou.
Durante sua fala, a dirigente sindical também destacou pautas fundamentais que seguem mobilizando o movimento sindical brasileiro, como a redução da jornada de trabalho, a defesa dos direitos trabalhistas e a proteção social da população trabalhadora.
“Não é só pela redução da jornada que precisamos lutar. Trabalhador não é PJ. Precisamos defender tantas outras garantias que estamos perdendo. Temos que pensar naqueles que não têm aposentadoria e também na saúde mental dos trabalhadores”, pontuou.
Elizabete reforçou ainda que as mudanças sociais e econômicas exigem consciência política e unidade da classe trabalhadora para enfrentar os desafios atuais.
“Tudo isso passa pelas nossas decisões e pelas decisões políticas. O mundo precisa de pessoas unidas, que entendam o seu papel. Nós precisamos compreender que somos importantes porque representamos a força da máquina que move a economia. Precisamos sair da condição de meros espectadores para sermos atuantes”, concluiu.
Com o tema “Inovação Sindical: criar, transformar e impactar a vida da classe trabalhadora”, o Fórum Sindical Sul segue até quinta-feira (29), promovendo debates, palestras e trocas de experiências entre lideranças sindicais de diferentes categorias.
